sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Som de guerra Vol. 1

O blog Freak professional - que andou sem atividades nos últimos tempos - volta a publicar impulsionado pelo apelo jornalístico e também pelo ímpeto que tem atrás dasquentuxas do momento. Tá todo mundo olhando para o Rio de Janeiro desde que o bicho começou a pegar geral (bróderr) nos últimos dias.
O FrPr entrou em contato com o Sd. Imperatriz, que gentilmente nos disse cinco de suas músicas favoritas para ouvir durante as ações que estão sendo realizadas na favela. "Quando a gente tá lá em cima, com a chapa quente e o cano do fuzil esquentando, a porra toda explode e você tem que tá escutando um lance brutal, saca, um lance que quando tu senta o dedo no gatilho é frenético (sic)." Pois é.
Olhando pra lata do Sd. Imperatriz já dá pra sacar que a playlist dele é roquenrou pau-ferro total. Dá uma olhada na lista abaixo comentada pela próprio soldado.

Segue abaixo a lista do TOP 5 que toca no iPod do Sd. Imperatriz




1. Rage Agains The Machine - Killing In The Name

"Não vou falar nada. Só dando tiro na cara de funkeiro usando chinelo de dedo ouvindo isso aqui pra sentir."


2. Pink Floyd - Interstellar Overdrive

"Sempre escuto essa no caveira subindo o morro. Naquele momento todo mundo se concentra pro trabalho que vai fazer. Essa é a minha prece, minha reza."





3. ZZ Top - Tush

"Mulheres gotosas, álcool, tiro pra cacete e cowboy. Sou eu bicho!"

4. T-Rex - Children Of The Revolution

"Marc Bolan não era bicha e escreveu esse petardo pensando em mim (risos)!"

5. Beastie Boys - Sabotage

"Som nervoso com um clipe nervoso e umas costeletas nervosas e fodas."




 "Ele não é mais macho que eu." - Stallone é invejoso




quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Anti-review opinativa do show do Paul McCartney no Hyde Park

 Esse foi o comentário que eu fiz sobre o show do Paul McCartney no dia 25 de junho no Hyde Park em Londres. Escrevi para um site de jornalismo, mas nunca enviei esse texto. Por conta de todo o furor existente com o show dele em Porto Alegre, posto aqui o texto que nunca fora publicado. Enjoy.




Desde que eu cheguei em Londres, em janeiro, já sabia que ia rolar o show do Paul McCartney. Claro que era fã, mas o preço salgado do ingresso me bloqueava um pouco. Fui empurrando a vontade com a barriga, adiando o destino iminente. Dois dias antes do show, no dia 25 de junho, sucumbi: paguei as 70 libras exigidas para poder presenciar o ex-Beatle no festival Hard Rock Calling, no lendário Hyde Park em Londres. Já nem dormi direito naquela noite. Quando chegou o domingo dia 27, dia do festival, uma temperatura altíssima tomava conta da cidade. Fato totalmente atípico para a capital inglesa famosa por suas neblinas e sol escasso. O show do Paul estava marcado pra começar as 19:30. Cheguei no Hyde Park às 13:30, 6 horas antes da apresentação. O festival por sí só já era muito bom, o line-up contava com shows de Elvis Costello e Crosby, Stills & Nash. Postei-me perto do palco e assisti a ambos os shows. Os dois estavam ótimos, mas falo deles em outra hora. O Paul viria logo após o CSN, que, quando acabou, gerou um estalo de expectativa na platéia (que já somava mais de algumas dezenas de milhar). Eis que então, às 19:35 e o sol nem havia dado sua trégua, surge um quarto da banda mais genial desde sempre: Sir Paul McCartney, com a benção da Rainha Elizabeth, vestindo um casado e calças pretas no cintilante palco do Hyde Park. Depois de um ligeiro "Hello Hyde Park, how're you doin'?", voam os acordes de Venus And Mars e Rockshow seguido de Jet da fase solo do Paul. Ainda não tinha caído ficha de estar ali vendo aquilo quando começou a introdução de All My Loving, a primeira de muitas dos Fab Four. Só com aqueles 20 minutos de show eu já podia ir pra casa. Mas ainda tinha bem mais. Depois de Letting Go, mais uma do Paul solo, surge Got To Get You Into My Life, do aclamadíssimo Revolver. Nesse momento deu pra notar um Paul meio rouco. Voz enfraquecida talvez pelo show da noite anterior, em Cardiff, no País de Gales. Depois desse som, a banda toca Highway, do recente projeto The Fireman, que mescla rock com batidas eletrônicas. Em seguida rola mais uma do Band On The Run, Let Me Roll Itcom uma baita supresa no final: o solo de Foxy Lady do Jimi Hendrix. Nesse mesmo momento, o ex-Beatle se aproxima do microfone e fala: "Eu tive a honra de dar um volta com o Jimi aqui por Londres nos anos 60. Jimi era um grande cara! Isso foi quando ele morou por aqui. Então esse som foi pra você Jimi!". Depois de mais uma sequência de Paul versão solo, rola o primeiro momento épico do show: The Long And Winding Road. Paul tocando piano e criando um momento de nostalgia em egente que, como eu, jamais viu os Beatles tocar ao vivo. Logo depois dessa, a declaração de amor enterna My Love, arranca mais umas lágrimas de quem assistia ao show. Com o final de My Love, Paul empunha a viola e manda Im Looking Trough You pra quebrar um pouco o gelo das baladas. Na sequência rola Two Of Us e o segundo momento épico da apresentação: Blackbird. Antes dessa canção, Paul se aproxima do microfone e fala sobre como a insatisfação dele com os direitos civis nos EUA culminaram para compôr essa música. Ao início da dedilhada no violão, o telão atrás do palco mostra vários galhos de uma árvore em preto e branco. A imagem fica lá, estagnada até o fim da música. Quando ela temrina, surge o Blackbird voando e 'waiting for his moment to be free' em uma das partes mais marcantes do show. Ele pára durantes várias vezes no concerto. Conversa, rí, faz piadas e todos conversam riem e fzem piadas hipnotizados pelo magnetismo do cantor. Vários graus de temperatura maltratam. Os ingleses nem lembram mais da eliminação na Copa do Mundo. Muitas canções se seguiram, como Dance Tonight e a clássica Eleanor Rigby, que deu mais uma das muitas injeções de nostalgia na platéia. Momentos inenarráveis e indiscrtíveis ainda mais por um projeto de jornalista falido como este que vos escreve. A décima nona música foi a inédita Ram On, tocada pela primeira vez em um show do Mestre Paul. Something, Back In USSR, Ob-La-Di Ob-La-Da.... Noite cheia! Se eu for descrever cada música (e eu descrevo ali embaixo), fico pra sempre aqui. Na hora de Live And Let Die, tema do James Bond, uma explosão no palco. Papel picado, barulho, calor, rock 'n roll. Outra explosão e mais tudo aquilo denovo. Termina aqui? Ainda não. Faltou Hey Jude né? Hino. Tudo termina com a mensagem que todo mundo levou junto consigo: "And in the end, the love you take is equal to the loe you make..." 
Não fui embora na hora. Fiquei mais uns minutos ali coluçando e recebendo por osmose mais um pouco de Paul. Foram 3h de show. Sorri e peguei o metrô. Foi o melhor dia da minha vida.


TRACKLIST COMENTADO DO SHOW

1. Venus and Mars / Rockshow
As duas primeiras faixas do quarto disco dos Wings 'Venus And Mars'. O álbum é de 1975 e continuou no embalo do sucesso do anterior 'Band On The Run'.

2. Jet
Lançada em 1973 com os Wings no discasso 'Band On The Run' e como single em 74.

3. All My Loving
Back in 1963, lá do 'With The Beatles', o primeiro clássico do quarteto de Liverpool tocado no show.

4. Letting Go
Mais uma dos Wings. A última faixa do Lado A do disco 'Venus And Mars'.

5. Got To Get You Into My Life
A segunda dos Beatles no setlist. Penúltima música do disco favorito de muita gente, o 'Revolver'.

6. Highway
Eis que surge a primeira do projeto The Fireman. Baita som do disco 'Electric Arguments' de 2008.

7. Let Me Roll It
Mais uma do 'Band On The Run', dessa vez a quinta faixa. Seria o John cantando?

8. The Long And Winding Road
Do disco 'Let It Be' gravado em 1968 e lançado em 70 e minha música favorita dos Beatles. Paul pula para o piano.

9. Nineteen Hundred and Eighty Five
Mais uma dos Wings mais uma do 'Band On Te Run'. Última faixa do Lado B.

10. Let ‘Em In
Faixa que abre o disco 'Wings At The Speed Of Sound' de 1976 dos Wings.

11. My Love

A declaração do Paul para Linda no disco 'Red Rose Speedway' dos Wings.

12. I’m Looking Though You

Do 'Rubber Soul' lá 1965. Paul larga o piano e empunha o violão novamente pra dar sequência no show.

13. Two Of Us
Mais uma do 'Let It Be' de 69.

14. Blackbird

Do 'White Album' lançado em 1968. Foi um dos momentos mais emocionantes do show, onde Paul declara que fez a música em um momento de insatisfação com os direitos civis nos Estados Unidos.

15. Here Today
Do disco solo do Paul 'Tug Of War'. Outro momento emocionante da apresentação, quando Paul diz que escreveu a canção logo após a morte do seu "dear friend John" como uma conversa que eles nunca tiveram.

16. Dance Tonight

Faixa de abertura do disco 'Memory Almost Full' de 2007. Fechou uma sequência de sons mais tristes no repertório.

17. Mrs Vandebilt
Outra faixa do clássico 'Band On The Run'.

18. Eleanor Rigby
Segunda faixa do 'Revolver' de 1966. Paul toca a música com um violão acompanhado apenas por seu tecladista.

19. Ram On
A grande surpresa no setlist do show. Música lançada no disco 'Ram' de 1971, o único disco creditado unicamente a Paul e Linda McCartney.

20. Something
Canção de George Harrison para o disco 'Abbey Road' de 1969. Momento mais emocionante do show, quando, após um discurso saudoso, imagens de George e dos Beatles aparecem no telão presente no palco.

21. Sing The Changes
Mais uma do The Fireman e do disco de 'Electric Arguments' de 2008.

22. Band On The Run
Faixa que abre o disco homônimo dos Wings.

23. Ob-La-Di, Ob-La-Da
Lá do 'White Album'. Música que inicia uma sequência de sons dos Beatles no show.

24. Back In The USSR
Mais uma do 'White Album'.

25. I’ve Got A Feeling
Música que abre o Lado B do disco 'Let It Be'.

26. Paperback Writer
Single lançado em 1966 pelo Beatles.

27. A Day In The Life / Give Peace A Chance
Um medley com duas músicas distintas uma da outra: A primeira do marco "Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band', de 67, e a outra um single da carreira solo de John Lennon com a Plastic Yono Band de 1969.

28. Let It Be
Faixa que leva o nome do álbum de 69 dos Beatles.

29. Live And Let Die

Aqui aconteceu o ponto alto do show.É nesse som de 1973, composto para o 8º filme de James Bond, que acontece a explosão de fogos no palco e o show de fogos de artifício atrás do mesmo.

30. Hey Jude

Mais outro momento clássico nas turnês do Paul. Single de 1968.

Encore
31. Day Tripper

Single de 1965 no momento em que a banda retorna ao palco.

32. Lady Madonna

Mais um single, esse de 1968.

33. Get Back

Lembrando a clássica apresentação no topo da Apple em Londres.

Second Encore
34. Yesterday

Lançada em 1965 no disco 'Help!', Paul surge tocando no violão sem acompanhamento.

35. Helter Skelter

Mais uma do 'White Album' de 1968.

36. Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band / The End
Fechando o show com o tema do disco homônimo de 67 e a célebre frase em 'The End'.

domingo, 12 de setembro de 2010

Prá sentá e chorá

Domingo, chuva e eu tenho prova amanhã.
Não ando precisando de muito pra escrever sobre isso: As 5 Mais Pra Sentar e Chorar.
Claro que cada pessoa tem lá suas músicas favoritas, e coisas que remetem a outras coisas. Essas que selecionei aqui representam algo à mim mas com certeza vão te fazer chorar também, seu cagão! Lembrando que nenhuma música é superfície, e sim, atingem de uma maneira ou de outra. As músicas vão te fazer rir, ficar triste, te fazer lembrar, enfim, tudo que é externo nos faz efeito de alguma forma, seja leve ou intensa. Por isso, por esse lance de efeito ser tão variável e mutante, caso nao concorde com algo, comenta ali ou faz contato via twitter (@arthurgubert).

1. Chico Buarque - Olhos Nos Olhos
Essa é pesadíssima: "Olhos nos olhos quero ver oque você faz, ao sentir que sem você eu passo bem demais". Mentira, eu bebo e me destruo.

2. Beatles - The Long And Winding Road
Tudo por causa daquela estrada longa e tempestuosa que sempre te leva pra porta dele(a).

3. Janis Joplin - Cry baby
Essa já diz tudo: "Don't you know, honey, ain't nobody ever gonna love you the way I try to do", a mais pura verdade.

4. Radiohead - Fake Plastic Tree
Pra quando se chora de amor e não tem nenhuma bebida com álcool na geladeira.

5. Joanna Newsom - Emily
Surrealismo genial embalado com som de harpa.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Série: Os Maiores Comedores da Música Brasileira I

O Chico Buarque com certeza foi um grande sarrador da música nacional. Letras com aquele "eu" feminino, olhos verdes e bigodinho alimentavam a fama dele de bom partido. Além de bonito, Chico tinha uma mística ideológica e erudita. Nunca abriu mão dos ideais para construir uma imagem de famoso. Qual foi a última vez que tu viu ele em algum programa de televisão? Difícil...
Em 1953 ele foi convidado para lecionar na Universidade de Roma (!), aonde morou por algum tempo e voltou depois na época do exílio. Durante a década de 60 colecionou prêmios e participações nos conhecidos festivais de música da televisão da época. Trovou e ganhou a atriz Marieta Severo (Nenê d'A Grande Família) que era um mignon naquele tempo. Ainda nessa época Chico escrevia para um jornal carioca e dissecava toda sua criatividade em forma de crônica.
A menina moderna deve estar pensando: "Ah não ele era muito certinho!" Aí é que tu te engana querida. Além do tato com as fêmeas e da percepção amorosa aguçada, Chico era um porra-loca dos melhores. Antes dos 18 anos ele e um amigo roubaram um carro e saíram dando banda por São Paulo. Foram presos e apareceram no jornal Última Hora da capital paulista com venda nos olhos. Durante a ditadura teve muitos problemas com a polícia. Mudou-se de país, teve músicas censuradas e peças de teatro vetadas com todo o elenco tomando porrada. Sem falar nos tragos homéricos em 99% dos botecos de Copacabana, Ipanema, Lapa e qualquer lugar que tivesse um bar.
De qualquer forma o Chico Buarque foi sim um dos grandes comedores da música brasileira. Pede aí pra tua mãe ou praquela tia professora de português se elas nao acha o Chico um pedaço de mal caminho. Pra fechar, coloco aí embaixo algumas das músicas com mais sex-appeal do Chicão:

Olhos nos Olhos - 1976 
Ele já sacava o lance do contato visual muito antes de você sair olhando pras gurias na buatchi

Samba e Amor - 1969
O negócio era ficar a té tarde transando e tocando violão tá ligado playboy?!

Folhetim - 1978
Composição do Chico e interpretação da Gal. Quer coisa mais Don Juan que uma mulher cantando teu som?

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Música que o Pastor não curte I

Esses dias viajando na internet em busca de músicas novas em discos velhos, me deparei com um negócio que me chamou a atenção. A capa, organizada como uma pintura à óleo em tons vermelhos com detalhes em branco, azul e tantas outras cores, parecia uma pintura sacra totalmente ao contrário. Era a capa do disco Thou Shall Boogie Forever, do grupo Sins Of Satan. Isso mesmo, Os Pecados do Diabo. Forte né? Se o nome e a capa são fodas, tem que ouvir o som. 
Pra dar um tapa na cara do quem gosta de funk e disco music, os cinco caras de Detroit têm uma pegada pesadíssima no que diz respeito ao groove e as linhas de baixo da música negra setentista. O disco de 1974 saiu pelo selo Buddah e não teve grande destaque fora do circuito de quem já conhecia as obscuras bandas de Detroit. Com exceção da quinta faixa, Dance And Free Your Mind, que foi tocada por algumas estações de rádio pequenas, o restante ficou mesmo para ser garimpado pelos apreciadores da boa black music. O grande responsável por trás do quinteto de Motor City é o produtor Jimmy Roach, que manja muito de funk e soul music de raíz.
O play tem oito músicas que não baixam a guarda desde o início, do jeito que o Diabo gosta. Começa com o medley We Are The Sins Of Satan e a sugestiva Devils Disco, a própria discoteca do capeta. Na sequência o groovezão com toques de sintetizador Your Love Is Like Candy: um refrão bem chiclete que precede muito oque se escutou na década de 80 em termos de música disco. A combinação de piano e instrumentos de sopro com um baixo alinhado e uma melodia "sexta-à-noite" formam a faixa três, How Would You Feel. Saindo de um clima sexy pra entrar no ato consumado com a quarta faixa: Sunshine Girl é a trepada depois da festa de sexta à noite. Sintetizador e uma percussão intimista com dedilhados leves no piano. Encaixa perfeitamente em qualquer cena de amor dos blaxploitations da época. O ritmo sobe com a faixa mais conhecida do álbum, Dance And Free Your Mind. Vocal suave do Lester Williams e sopros fortes pra incrementar a brincadeira. Depois de ouvir as primeiras cinco faixas já dá pra ter uma boa noção da qualidade com que o disco foi produzido, mas quando entra Rope-A-Dope com uma guitarrinha wah-wah na introdução, bongô e outra guitarra fuzz rasgadíssima, se sabe porque esse é o som do inferno. É o Diabo próprio tirando sarro enquanto as almas amaldiçoadas pagam o preço eterno por uma vida de pecados. A penúltima música, Autumn, baixa a bola e é quase um diálogo. Backing vocals masculinos mais ou menos afinados e toda a melosidade dos blacks da época. O disco se fecha com o funk-disco Heavy Traffic, que segue a linha do resto do disco e fecha com chave de honra. 
Thou Shall Boogie Forever é um êxito em termos de produção e elaboração de arranjos. Um pérola infernal que, felizmente, poucos conhecem. É o tipo de música que nem todos entenderiam. Som malvado do início ao fim. Vale mesmo o downloads.

 
"Foi ouvindo esse disco que resolvi filmar Rambo. Baixa ele aqui ó!"
- Sylvester Stallone 


sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Tonho Crocco e o Teto (nem tão) Solar de Londres

Na minha última semana em Londres fiquei sabendo que o Tonho Crocco tava por lá trabalhando. Desde o hiato em que a banda Ultramen entrou em 2008, Tonho tá criando e gravando e projetando bastante coisa nova. Primeiro ele foi ao Brooklyn, em NY, para preparar seu lançamento mais recente, o EP Teto Solar (SMD, Julho/2008). O disquinho reúne quatro músicas inéditas com direito a um remix no final. Todos os cinco sons refletem bem as influências do Tonho, desde Bebeto até Stevie Wonder e Raggamuffin(!!).
O EP foi só a azeitona, porque o prato principal tá pra sair do forno e já tem até nome definido: O Lado Brilhante da Lua, que vai ser masterizado nos estúdios da Abbey Road em London. Tonho chegou na capital inglesa em julho e fica até setembro. Nesse meio tempo ele tem colecionado gigs em bares e festas brasileiras conhecidas lá no velho continente. É aí que eu entro. Ví no twitter do Tonho que ele iria tocar no bar Barraco, em Kilburn, e entrei em contato com ele. Na noite do mesmo dia tive o prazer de ouvir o "British Tonho", que em nada difere do "Brooklyn Tonho" ou do "Porto Alegre Tonho", mas o grande lance é o ambiente e a vibe que rola. Naquela noite tinham duas menininhas que atentamente ouviam o som, sentadas na frente do Tonho. Hipnotizadas com a seleção finíssimas de músicas tupiniquim do ex-Ultramen.
Nós aqui do Brasil vamos esperando oque o homem nos prepara. Ouvindo o trabalho clássico do Tonho, já dá pra ter certeza que a sequência não vai ser fraca. Mas por enquanto deixemos o cara lá sob o teto nem tão solar de Londres.




"Sempre que eu escuto o som do Crocco, eu me sinto uma máquina!" - Stallone curte o som do Tonho Crocco

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Peter Pan V.I.P - O exclusivo show do Kula Shaker

Bom, sem nenhuma enrolação vou falar aqui dessa que foi a segunda mais imortante apresentação do primeiro semestre aqui em Londres: Kula Shaker. O primeiro grande show do ano foi o do Paul McCartney no festival Hard Rock Calling no final de junho e eu nem de longe quero comparar as duas, mas com o Kula Shaker foi diferente. Pois bem: no dia 28 de junho foram lançados vários formatos do Pilgrim's Progress, o último trabalho dos caras. Quem comprou a limitadíssima edição em vinil, faturou também um ingresso pra ver o show exclusivo de lançamento do disco. Foram feitos também outros sorteios para definir quem ia ver o Kula no dia 8 de julho, ou seja, somente 800 pessoas no planeta assistiram ao show de Crispan, Alonza, Paul e Harry na última quinta-feira.
O lance todo rolou na Relentless Garage, um lugar bem equipado com um palco do tamanho necessário para ver o frontman Crispian Mills com uma energia fora desse planeta (talvez fosse porque ele não estava nesse planeta naquele momento). O show começou às 9h da noite e se estendeu por uma hora e meia, tempo o bastante pra eles tocarem várias do Pilgrim's e os clássicos do grupo. Primeiro veio Sound Of Drums numa performance totalmente maluca e que ditou o tom da maior parte do show. Destaque para a queda de Crispian sobre a bateria do seu colega Paul Winterhart. Fazia muito calor naquele lugar. Mas nem o calor parou a intensidade com que veio Under The Hammer, um single lado b raríssimo. A terceira da noite foi Die For Love, que antecipou uma sequência do último álbum dos londrinos. Peter Pan R.I.P, Ophelia, Modern Blues, All Dressed Up e Cavalry já estavam na ponta da língua dos fãs hipnotizados pelo som. Em seguida High Inner Heaven, que pode ser encontrada na versão de luxo do lançamento de Pilgrim's Progress. Pra encerrar as músicas do disco teve Winters Call, minha favorita dentre todas. O êxtase veio a seguir: Tattva, Hush e Hey Dude cantadas com o coro da sortuda platéia. A Relentless Garage virou um forno aquecido a mais de 42º. Depois de Hey Dude, pausa. A banda sai do palco e apagam-se as luzes. Todo mundo sabe que a banda sempre volta, sempre tem o bis. É até ridículo ficar pedindo. Depois de 5 ou 6 minutos eles voltam e quebram tudo com Hossanah e - adivinha só - "Govinda jaya jaya...". No final ainda consegui fotografar o setlist da noite, que você pode ver no final da postagem. E eu ainda me pergunto: "Será que não daria pra comparar o show deles com o do Paul? Não... O do Paul não foi exclusivo!"