quinta-feira, 24 de junho de 2010

Ahhhh Linda

Hoje no voô que eu peguei de Frankfurt pra Londres tinha uma aeromoça inglesa chamada Linda. E ela era Linda mesmo. Morena com um penteado de aeromoça, olhos castanho-claro e atraentes e uma roupinha azul cor-do-céu.  Quando eu entrei no avião e ví a Linda recebendo as passagens, ví que além de de linda, ela tinha cara de braba. De toda a equipe de bordo, a Linda era a mais braba. Durante as instruções de segurança ela pediu silêncio aos passageiros. Eu nunca tinha visto isso! E a Linda ia e vinha e continuava com uma cara de braba. Irônicamente esse foi um dos voôs mais estranhos que eu já estive. Não sou de passar mal em viagem de avião, mas esse, com suas turbulências, me enjoou um puco. Inevitável não pensar que aquela porcaria pudesse cair. Mas era só olhar pra Linda que tudo se acalmava. Com toda sua brabeza, parecia que ela seria capaz de resolver qualquer problema que viesse a derrubar o avião. Parecia que ela pularia na asa e consertaria a turbina em pleno ar se fosse necessário. Parecia inclusive que não tinha piloto! Quando o avião pousou, dei tchau pra linda e ou vi um "Have a good day!" seguido de um sorriso padrão de aeromoças. 
Valeu Linda, tu é fera!
Aí algumas outras lindas da empresa que eu viajei, a Ryanair




"Não curto voar de avião." - Stallone não curte voar de avião

aeromoças - *****/2

quarta-feira, 26 de maio de 2010

"Bloody hell mate, Stone's Exile on the fuckin' top!!"

É uma frase assim que tem passado na cabeça de vários ingleses desde a última semana, quando depois de 16 anos (a última vez foi em 1994 com Voodoo Lounge), os Rolling Stones voltaram ao topo do glorioso Top 40 britânico com o relançamento do classudíssimo Exile On Main Street, lá de 72. O grande lance da reedição são as 10 faixas que foram incluídas, tal como a inédita Plundered My Soul e versões alternativas pra clássicos como Lovin' Cup.   A nova versão vem em três formatos: CD normal com todas as 18 faixas originais, Cd duplo com as 10 faixas bônus e uma caixa de luxo com vinil, livro e um documentário em DVD além do documentário separado e por um preço bem camarada.

Acontece que para os ingleses, sobretudo para os londrinos, esse velho-novo lançamento dos Stones tem um gostinho especial. Foi aqui em Londres que eles fizeram os primeiros shows e molharam as primeiras calcinhas lá nos idos de 60. E esse lançamento causou um espécie de nostalgia nos fãs novos e velhos. Exemplo disso é a BBC, a principal cadeia de rádios da Inglaterra, tocar Rolling Stones todos os dias em suas principais emissoras, coisa que não acontecia há algum tempo. Desde a BBC Radio 2 e Radio 6 até as repetidoras no País de Gales e Escócia estão tocando as clássicas Tumblin Dice, Lovin' Cup e Have You Senn Your Mother Baby.

Hoje de tarde aproveitei pra dar uma bicada numa das inúmeras lojas de disco que tem por aqui. Cheguei no balcão e perguntei pro cara oque ele achava dos Stones estarem relançando o Exile e se ele curtia o disco. Ele deu um golé de chá e disse: "Mate, everybody just love how those old prick shake their butts. You gotta love them!". Imagina a felicidade desse cockney quando colocou denovo um Stones encabeçando a Top 40  na vitrine. Pois é.

Também tá n'Os Armênios

sexta-feira, 7 de maio de 2010

London@I'm an alligator!


I'm a mama-papa coming for you!
Cara aconteceu um lance muito doido essa semana comigo que eu tenho que relatar por aqui. Todo mundo sabe que Londres é famosa por juntar muita coisa boa do rock produzido desde 1960. Isso não é mais novidade. Isso tá calcado na estrutura da cidade. O que todo mundo sabe também é que determinados locais de Londres já foram usados como capa de diversos discos fodas da história da música. Vide "Animals" do Pink Floyd, "(What's The Story) Morning Glory?" do Oasis e claro, o classudíssimo "Abbey Road" dos Beatles para citar alguns. Pois bem, vamos aos fatos:

Estava eu caminhando pela Regent Street numa lazy thursday afternoon quando ví uma simpática e bem escondida ruela extremamente bem servida de restaurantes e bares na calçada. Como minha garganta clamava por uma cerveja gelada à temperatura ambiente, resolvi dar uma olhada. A "rua" não tem muito mais que 100 metros em toda a sua extensão. Escolhi um bar chamado Strawberry Moon e pedi um pint de Beck's. Já tinha bebido metade do copo quando sem nenhum motivo especial dou uma olhada ao redor dos prédios. Bem acima da minha cabeça a placa indicava o nome da rua, Heddon Street. Lí e fiquei pensando, "Heddon Street?". Em tempos de globalização, peguei o celular e procurei na internet pra me certificar. Sim, foi aqui mesmo que em 1972 o David Bowie tirava a foto que viria a ser a capa do seu mais célebre álbum: Ziggy Stardust And The Spiders From Mars. Por total força do acaso eu tava tomando cerveja a menos de 25 metros da onde o camaleão tirou a foto pra capa do disco. Um disco aliás, que figura entre meus Top 10 de todos os tempos. Feliz, parei em frente  porta Nº 23 e me senti estranhamente satisfeito. Fui-me embora pra casa.




Nº 23 na Heddon Street em 2010 e depois em 1972















segunda-feira, 3 de maio de 2010

London@London Music Stores

Aos que alimentam o consumismo musical like me, Londres é um paraíso em dois sentidos importantíssimos pra quem gosta de comprar música: tem TUDO oque você procura com um preço RIDICULAMENTE menor que o do Brasil. Gosta de black music dos filmes de blaxpoitation da década de 70? Tu encontra. Gosta de house music do início dos anos 90? Tu acha. Gosta de trilha sonora de desenho animado em fita cassete? Só tem aqui. Depois de um tempo caminhando pelas principais lojas de música você começa a sacar onde tem determinado tipo de som. Em Camden Town, tem tudo oque se pode imaginar de cd's e discos de trance, reggae, black music e muito punk rock. Claro que o rock é sempre presente já que isso daqui é a Inglaterra, mas pros bitolados que acham que aqui só tem rock, vocês tão completamente enganados. Agora se você rumar para o oeste da cidade, em Notting Hill, mais precisamente em um domingo na Portobello Road, garimpando bem nos sebos espalhados pelo bairro, dá pra encontrar maravilhas. Discos raros de bandas inglesas, gravações obscuras de grupos europeus, mixtapes de artistas underground de hip-hop, postêres, instrumentos musicais e muitas bugigangas. Com 50 libras tu compra uma bela quantidade de discos usados e um par de botas em algum brechó ali na volta. Agora, o lugar mais frequentado por gente com grana aficcionada por vinil é a Rough Trade, em Brick Lane. Cada coisa que não se imagina. Clássicos novinhos na capa ainda. Coletâneas raras e mais uma caralhada de coisa numa das ruas que ainda não foi totalmente descoberta pelos turistas. Vale uma visita com tempo.
Além de todos esses locais alternativos para comprar seu disquinho, tem também as sempre ótimos megastores. HMV mata a pau. Uma loja que engloba música, livros e tecnologia. Muita música eletrônica em cd e vinil. Muito cd de black, soul, funk. Rock em vinil e cd. Camiseta pros sobrinhos e livros sobre música que só se encontra aqui e por um bom preço. Hoje passei por lá e comprei dois vinis do Jay-Z. Paguei 10 libras pelos dois. Coisa fina. 

O Stallone anda sumido. Essa semana telefono pra ele voltar e nos brindar com seus comentários.

domingo, 2 de maio de 2010

London@London e o N7

Welly welly well...
Bueno, após algum tempo sem grandes idéias para novos posts resolvi mandar pro diabo o planejamento e escrever sobre coisas que rolam comigo por aqui, sem fazer relatos de viagem. Até porque uma ida até o Regent's Park já é uma baita viagem. Não de distância, mas sim nas sensações. E é aí que eu quero chegar: esse lugar inspira várias sensações malucas! Talvez eu não tenha me dado conta antes porque elas acontecem tão seguidamente que passam despercebidas.
 Que nem hoje, a poucas horas atrás. Estava eu pegando o bus N7 para voltar pra casa após uma sessão de Avatar e pizza na casa duns amigos. Man, as vezes não dá vontade de sair daqui! Sentar no segundo andar daqueles ônibus vermelhos e acompanhar a desertidão das ruas londrinas na madrugada é algo que só se faz quando se pega um night bus em Central London. Aquela Oxford Street que outrora tão cheia, só reúne os cacos que restaram das festas e dos pubs. Meninas de família expondo suas vergonhas em vestidos que a Rainha Elizabeth com certeza desaprovaria são uma visão normal. E gratuita! E isso se repete por quase todo o caminho, só mudam as figuras. Quando chega ali por Notting Hill começam a pintar uns rockers moderninhos. Cabelinho despenteado, calça apertadinha e jaquetinha de couro: Pete Doherty Generation. Gordas, negras, indianos, junkies... Se vê de tudo com o N7.
Mas também tem a parte romântica do percurso. Os bairros residencias, à noite, são bem bonitinhos. Luz nos postes, murinho de tijolo e nenhuma garagem em casa nenhuma. Quando começa isso eu sei que tô chegando perto aqui de casa. Aliás, hoje desci duas paradas depois da que eu estou acostumado, e vou fazer sempre isso porque é mais perto pra chegar no número 35 da Daffodil Street, meu muquifo.. Andar de madrugada é ótimo, mas até em Londres o olho é vivo.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Oxford@England

Pois então...
Minha última voyage foi pra Oxford. A pequena - porém bonitinha - cidade universitária situada ao norte da capital inglesa que deixa no chinelo várias universidades brasileiras (sério???). Um dos erro mais comuns cometidos por turistas recém chegados a Oxford, é perguntar onde fica o campus da Universidade, já que ele simplesmente não existe! Na real a Oxford University é composta por cerca de 40 prédios espalhado pela cidade, tendo como mais famosos os de Magdalen, All Souls e Christchurch só pra citar alguns. Pra conhecer a cidade toda, você não precisa mais do que 5 horas caminhando, ou seja, se chegar lá pelas 9h da manhã, vai estar liberado e entediado ali pelas 2h da tarde. Oque pode vir a ser um saco já que não tem muito oque se fazer lá. Além dos cafés e de uma ótima livraria chamada Blackwell, não existem muitos lugares pra se matar o tempo. Aliás, livro é uma coisa de baixo custo em Oxford. Você vai encontrar livrarias com um acervo honesto e onde tudo custe não mais que £2, que seria menos de R$6!! Pra quem gosta de arte, arquitetura, essas coisas mais eruditas, a própria cidade com seus pubs e casas e prédios já é um prato cheio. Outra coisa, foram lá nos corredores de alguns dos prédios universitários de Oxford que foram rodadas todas as cenas do Harry Potter em Hogwarts! Claro que como eu nunca gostei do Harry Potter eu não fui atrás de tirar foto em nenhum desses lugares, mas fica a dica!Vale a pena dar um chego por lá num domingão de sol.
Cheers!


"Foi em Oxford que eu fiz meu curso e adquiri uma vasta experiência com expressões faciais!" - Silvester Stallone é um bom ator e aprova Oxford!

harry potter - *
coisas velhas - *****
festinhas universitárias com porres homéricos - *****

sexta-feira, 26 de março de 2010

Oslo@Norway

Oslo é a capital da Noruega e cidade mais cara do mundo. 
Qualquer texto sobre esse lugar tem que começar com essa frase que serve muito mais como aviso aos desavisados que quiserem ir pra lá. Prepare-se pra gastar R$30 num Big Mac, isso que McDonalds é a comida mais barata da europa. É mole? Com seus quase 600 mil habitantes, Oslo é organizada e moderna, com pouquíssimos carros na rua e muitas bicicletas e pessoas caminhando. Talvez a economia seja uma das barreiras pra manter imigrantes longe e não transformar Oslo em outra cidade európeia qualquer recheada de latinos, árabes e asiáticos. Outra barreira é a linguagem. Os caras falam a linguagem que os vikings usavam centenas de anos atrás e não querem mudar isso. Em contraponto, existe um número considerável de pedintes nas ruas, e 90% são não-europeus. Ainda que quase toda a população fale inglês, e que todas as informações tenham tradução para o idioma bretão, todos os produtos, pratos culinários, revistas, enfim, o usual é escrito em norueguês.
Outra coisa é o transporte. Se locomover em Oslo é tranquilo, sobretudo se você curtir caminhar. Não existem grandes lombas nem ruas mal iluminadas ou perigosas. Tudo é muito bem organizado e sinalizado. Agora quem não é muito fã das caminhadas e for ficar algum tempo em Oslo, deve comprar o Oslo Pass. Isso é um cartão que você compra para usar em um tempo pré-determinado - 24h, 48h ou 72h - e tem direito a usar todos os meios públicos de transporte dentro da cidade, seja ônibus, tram ou metrô. Como eu fiquei só dois dias lá não compensava comprar o Pass, por isso fiz tudinho a pé, com exceção do ônibus pra subir até a estação de ski. Mas isso eu conto outra hora...
Em termos de lugares pra visitar em Oslo, os principais são de graça e próximos uns dos outros. O Palácio Real, a Universidade de Oslo, a Fortaleza, o porto e o Vigeland Park valeram - e muito - o fôlego da caminhada.
O Palácio Real fica em uma posição privilegiada da cidade. Bem no centro no alto da avenida Karl com um bonita vista pro resto da cidade. Na frente do Palácio também dá pra ver a guarda real tomando conta de tudo, além de passear pelo parque que rodeia o palácio.
A Fortaleza Akershus fica na beirada do porto da cidade e é vista de longe assim que você se aproxima do mar. Ela foi construída em 1290 por algum rei cabeludo usando um capecete com chifres. É um lugar muito bonito com uma vista legal para toda a cidade, para as montanhas e para as tantas ilhas que circundam a capital norueguesa. Mais um ponto turístico obrigatório.

O Vigeland Park é uma praça de esculturas projetada pelo artistas plástico norueguês Gustav Vigeland lá pelos anos 30. O parque reúne 212 esculturas em bronze criadas por Vigeland. O grande atrativo é o teor erótico das peças. Nenhuma delas chega a ser sexual, mas a nudez está presente em todas as belas formas dispostas através das alamedas do parque. Muitas críticas sobre o trabalho do escultor surgiram através dos tempos. As "poses" demonstradas pelas peças em bronze envolvem desde homens e mulheres, até crianças e animais. O que realmente chama a atenção é o Monolito no ponto mais elevado da praça. Ele chama a atenção por ser literalmente uma coluna de 14m formada por um monte de homens pelados se apoiando uns nos outros. Isso mesmo. Claro que tudo tem um "quê" artistico e existe explicação para as esculturas que lá se encontram. Realmente o Vigeland Park merece a fama de ponto turístico mais visitado da Noruega. 

Esse foi o primeiro post sobre Oslo. AInda vou fazer mais um só sobre a estação de ski e a pista oficial das Olimpiadas de Inverno de 1962 que eu desci e me arrebentei todo. Pra fechar, ao lado a pilha de macho que fica no meio do Vigeland Park.


















"Fui pra Oslo também e conheci uma galera bem legal por lá que curte fazer exercícios. Tirei até uma foto com a rapaziada na frente do Monolito!" - Sylvester Stallone curte viajar e aprova Oslo!